Sarah

—Quem é essa, mãe?
—Tom, que brincadeira sem-graça! Essa é Sarah, sua irmã...
A garotinha, que tinha um longo cabelo castanho-escuro,  me deu um sorriso.
—O Tom é tão engraçado mamãe!
—É... É isso! Eu só estava brincando.
Disse dando um risinho nervoso.


Muito bem, o que está acontecendo aqui?! Eu tenho certeza de que nunca tive uma irmã. Eu não me esqueceria de algo assim!
—Pois bem senhor engraçadinho — disse meu pai enquanto se dirigia para a porta — não se esqueça de que prometeu cuidar de Sarah enquanto eu e sua mãe saíamos hoje à noite — pensando bem só agora percebi que os dois estavam arrumados para sair.
—Não se preocupe, não me esqueci...
—Bom, então boa noite e quando chegarmos é bom estarem na cama viu?
Dito isto partiram.
Encarei a garotinha que devia ter pelo menos uns sete anos e disse:
—Já pode falar a verdade. Quem é você?
—Tom eu sou sua irmã! Você não pode ter se esquecido de mim!
—Quem é você?!
—Tom!
Ela estava com lágrimas nos olhos, mas eu não ia cair nessa...
—Você pode ter enganado meus pais, mas não vai me enganar! Quem...
—Tom — ela me interrompeu. Notei que suas lágrimas tinham desaparecido. Em seu rosto agora reinava um sorriso que me deu calafrios — eu já te enganei...
—Que?

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—Doutor o que aconteceu com este garoto, digo, o novo paciente?
—Aparentemente a mãe dele o encontrou sentado no chão encarando a parede vazia. Por mais que ela tentasse conversar com ele, ele não respondia. Preocupada com seu único filho ela o trouxe aqui.
—Pobre garoto...
—Sim... Ah, meu horário acabou estou indo para casa. Qualquer problema me ligue.
—Pode deixar. Tchau.
—Tchau.
Cheguei em casa e chamei minha esposa.
—Querida?
—Aqui na sala!
Entrei na sala e dei-lhe um beijo. Só então percebi que ela tinha companhia.
—Querida quem é essa?
—Amor, que brincadeira sem-graça! Essa é Sarah, nossa filha..

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