Teoria de envolvimento de Courtney Love na morte de Kurt Cobain ressurge em novo filme

Olá Leitores, Tudo bem? A Morte do Kurt Cobain ainda é um dos maiores mistérios da música, até nos dias atuais. No dia 15 de Outubro do ano passado, surgiu uma nova teoria sobre a Carta de Suicídio de Kurt, só que, esta, foi passada em um filme.
Foto postada por Courtney Love no Instagram mostra ela com Kurt Cobain e a filha, Frances Bean

Um novo documentário sobre Kurt Cobain, Soaked in Bleach, de Benjamin Statler, volta a alimentar a teoria, aventada já há vários anos, de que Cobain foi assassinado e que sua então mulher, Courtney Love, estaria envolvida no caso. O filme se apoia no que para algumas pessoas não passa de teoria da conspiração: ao analisar a carta de despedida escrita pelo músico, recorre ao testemunho de especialistas para creditar a parte final do texto à viúva.

Em trecho do documentário, Norm Stamper, chefe da polícia de Seattle entre 1994 e 2000, afirma que as investigações sobre a morte de Cobain deveriam ser reabertas para analisar melhor as evidências. Já Heidi Harralson, especialista forense em documentos, explica que encontrou na mala de Courtney uma folha com um tipo de “treino de escrita”, feito com letras do alfabeto escritas de maneiras diferentes. Ao compará-la com texto de despedida, Heidi diz ter encontrado semelhanças entre os caracteres de cada texto. “É possível que alguém com certa habilidade tenha imitado a escrita de Cobain.”
A especialista forense em linguística Carole Chaski fala que a parte inicial da carta tem um estilo linguístico de escrita diferente da do trecho final, além de apresentar uma outra maneira de escrever. Enquanto o começo e o meio do texto falam sobre a relação de Cobain com a música, apenas as últimas quatro linhas tocam no assunto da família ao falar sobre Courtney e Frances Bean, a filha do casal.
“Isso é o que a maioria de nós consideraria um estereótipo de carta de suicídio. ‘Eu te amo, alguém estará melhor sem mim, sigam em frente’ são frases muito estereotipadas, escritas de tal maneira para que as pessoas reparassem nesses trechos”, explica Carole. Tom Grant, detetive particular que foi contratado por Courtney para encontrar o marido quando ele estava desaparecido dias antes de sua morte, afirma que Cobain iria, na verdade, se afastar da esposa e se aposentar do mundo da música.
As investigações policiais nunca encontraram nenhuma pista que indicasse que Courtney matou Cobain ou que ela esteve envolvida de alguma forma com a morte dele. Exatamente por isso, o documentário chegou a ser questionado por alguns críticos, que consideraram o tom do filme conspiratório demais.
Courtney tentou interromper a exibição do documentário nos Estados Unidos, onde estreou em junho, e também impedir seu lançamento em DVD, o que não conseguiu. “O filme falsamente apresenta uma repetida e conhecida teoria da conspiração que acusa a Sra. Cobain de orquestrar a morte do marido Kurt Cobain”, alegou o advogado da cantora.

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