Shiny Eyes




Era um dia comum para mim na cidade de Nova York. Bem movimentada e com o dia Nublado. Eu me chamo Annie e tinha 14 anos naquele tempo. Eu era uma jovem inocente, sem planos para a vida. Talvez só viver em uma caixinha de papelão abaixo de uma ponte. Quem sabe..? Em minha casa eu estava assistindo o Jornal que falava sobre uma onda de Assassinatos, e Crimes que haviam acontecido naquela semana. Era uma cidade bem Movimentada sabe? E ninguém estava seguro ali.
 

Sexta-Feira, 24 de Abril

  Como era sexta-feira resolvi assistir uns bons filmes de terror na casa da Minha amiga , Juno, Ela era bem diferente que eu. 13 Anos e não era tão inocente. Já havia beijado com 10 anos, tinha um corpo bom, e se quiser acreditar, ela já transou com mais de 8 caras. Mesmo eu sabendo disso tudo, não me importava com o que os outros falavam sobre eu ser a amiga dela e sobre o que eu me transformaria. Não era importante para mim, eu só queria assistir um bom filme.  

14:21 - Doce vingança

 Alguém já assistiu Doce Vingança? Era um dos meus filmes favoritos! Mas para Juno, era apenas um filme bobo que só acontecia coisas bobas. É claro que eu não ligava para o que ela achava. 

15:05 

 Nessa parte do filme, eu estava completamente vidrada já que era meu filme favorito.  Já Juno havia dormido no sofá. Ficou gastando sua energia mandando Mensagens para Homens com o dobro de sua idade. Impressionante não? Eu só estava lá para assistir um filminho mesmo e ouvir de Juno quantas vezes ela Havia transado e o quão era bom Sair para baladas e Namorar. Mesmo eu ouvindo tudo aquilo, eu ignorava. Só prestando atenção no filme. 
   Até que então um forte arrepio tomou conta de mim, la no fundo parecia que eu tinha vontade de fazer algo que eu não sabia dizer o que era.. Comecei a soar frio, minhas veias saltaram e eu fiquei paralisada por 5 minutos. Minhas vistas escureceram e minhas forças sumiram. A ultima coisa que eu vi foi a cena do filme sumindo e tudo ficou preto.
   -


 -Você não quer se vingar? 

 Essas palavras foram ditas em minha mente em quanto eu estava inconsciente. Logo após essas Palavras surgiu uma série de imagens do meu passado que me fizeram sofrer por muitos anos. Bullyng, A separação dos meus pais,  e a Morte da minha mãe na minha frente. Mas algo diferente nas imagens apareceu.  Algo que eu não me recordava. 

Eu estava presente na Morte da minha mãe. Eu estava num lugar escuro, Fechado e quase sem ar. Vi apenas um vulto escuro atacando minha mãe, indefesa e sozinha naquele momento.
   Vi com os olhos assustados ele pegando o sangue dela e escrevendo algo na janela. Vi ele se virando e olhando exatamente para onde eu estava. Sorrindo, como se estivesse satisfeito e sabendo que eu estava ali. Sorrindo satisfeito com o meu medo. Mal eu sabia que aquela imagem fora esquecida em minha mente por 10 anos. Eu sabia de quem aquele rosto era. Eu sabia. Mas eu estava com medo e inconsciente eu só poderia ouvir aquela voz ecoando em minha mente com a imagem parada.

                     
Domingo 26 de abril

 Acordei no hospital, parecia que tudo estava girando.

 -Ela vai ficar bem?

Essa voz.. Era semelhante. Era de Meu pai. Ele mal ligava para mim já que sou a filha que ele deixou no passado, não ligava mais para mim. Não era um pai Presente. Porém ele era a minha unica familia. Já havia se casado após 3 meses de morte de minha mãe, com a mulher no qual causou o separamento dos meus pais.

-Sim. Ainda não sabemos qual foi a causa de ela ter ficado inconsciente por Dois dias.

-Certo.

-Quando soubermos mais detalhes, eu lhe aviso.

-Tudo bem.

 Eu não queria ter acordado. Queria ter morrido de algum jeito para que eu não olhasse para meu pai e me lembrar o que ele fez com minha mãe ao ter se casado com outra mulher.

Ouvia passos se Aproximando até que pararam. Meu pai estava me encarando, com desprezo no olhar. Sabia que ele não queria gastar seu dinheiro com uma filha inútil como eu.

-Eu espero que você fique bem logo! Não quero mais gastar dinheiro com uma imunda como você!

Eu então fechei os olhos para tentar não ouvir tudo aquilo.

 Ele se aproximou de meu ouvido. Sua respiração estava pesada.

''-Teria sido melhor você morrer junto com a vadia de sua mãe naquele dia.''

Eu não pude acreditar no que ouvi. Eu estava com ódio, meu rosto começou a latejar e aquela vontade de satisfazer meu profundo prazer, eu já sabia o que era. Queria matar ele. Queria matar meu pai e todos que fizeram eu sofrer. Lagrimas escorreram de meu rosto. E eu esperando para que ele não tenha visto.

Ouço risadas ao longe.


Segunda -feira 27 de Abril

Em fim em casa. Ligo o computador logo que acordo. Não vejo nada de interessante nas minhas redes sociais e desligo o computador.

 Por que eu não paro de pensar naquela voz e naquelas imagens e em tudo que meu pai e as outras pessoas fizeram a mim? 


''Você não quer se vingar? ''
   ''Você não quer se vingar? '' 
                ''Você não quer se vingar? '' 
                                     ''Você não quer se vingar? '' 
                                                          ''Você não quer se vingar? ''

Emfim durmo.  E para piorar tenho um pesadelo. Aquela criatura olhando para mim enquanto durmo. Sorrindo. O mesmo sorriso que eu havia visto no dia que minha mãe morreu. O mesmo olhar.  E a voz dizendo suave ''Você não quer se vingar? ''. E um grito estridente semelhante ao de minha mãe.
                                  
  Acordei emfim. Aliviada por ter saído daquele sonho horrível. 
   Saí pela janela com meu celular com 59% de bateria. Horário: 03:15. 
Assim como nos filmes de terror essa é a ''Hora Morta'' mas eu não liguei muito para isso,
precisava sair para aliviar tudo aquilo. Vou na esquina mais próxima. Um poste piscava fracamente naquela rua. Sentei encostada ao muro. Pensando em tudo que estava acontecendo comigo.  Talvez eu deveria frequentar a igreja ou começar a rezar. Mas lembrei que não acreditava nessas coisas, então por que iria começar a acreditar agora?
   Eu dizia a mim mesma que aquilo era apenas uma coisa passageira. Que tudo é apenas uma dor passageira. 
  Mas não era...


-


03:45

   Estava esfriando bastante. Mas eu não ligava para aquilo, eu estava completamente vidrada no poste que piscava fracamente. No quão a rua é escura e sinistra a noite. E tudo que eu precisava era o vento batendo em meus cabelos e fazendo eles dançarem em meu rosto.


  Um calafrio passa por mim.. E eu sinto meu sangue gelar. Parecia que algo estava me observando no canto mais escuro do muro.

 - Você não quer se vingar? 

 Eu tremi quando aquela coisa me disse aquilo.

-Quem está ai? - Disse assustada

- Quem eu sou? - A coisa disse com um ar de riso. - Eu sou você. - Continuou. A voz da coisa engrossou e ela foi saindo da escuridão aos poucos. Até que eu vi sua face horripilante. 
                                                

 Com uma voz muito grossa ela ria. 

- Quem você acha que eu sou? - Disse sorrindo demonicamente.

Reconheci então, que aquela coisa, era eu. Meu rosto. E eu não tinha medo daquela coisa agora. Por que eu sabia que era eu mesma.  Mas eu só conseguia encarar. Por que havia mudado algo naquela outra Eu. Os olhos.
  Sem eu ter notado, eu estava sorrindo. Friamente. Encarando aquela outra coisa que sorria também.

 -Você não quer se vingar, Annie? Vamos.. Vamos fazer todas as pessoas que nos fizeram mal, sofrer. As pessoas que fizeram sofrer as pessoas que você ama. Vamos.. - Disse a outra Eu, estendendo a mão.

 E eu ainda sorrindo, estendi a mão, lentamente. E então quando as duas mãos se encostaram tudo escureceu.

-

04:29

 Acordei sem nenhuma tontura. Apenas como se algo tivesse diferente em mim. A tela do meu celular havia trincado sem eu ter feito nada. E apenas com uma coisa em mente.
  ''Foi real?'' ou apenas um sonho, e uma garota boba de 14 anos havia dormido ali e teve sonhos surreais. 

 Tendo em mente que era um sonho, resolvi ir para casa. Faltava algumas horas para amanhecer, mas mesmo assim não queria ficar na rua naquele horário. Pulando a janela, entrei em meu quarto bagunçado e com cheiro de mofo. Liguei meu computador e comecei a pesquisar sobre o que eu havia visto a vários minutos atrás. Achei então uma Creepypasta.  ''Jane the Killer'' , era tão estranha e interessante que acabei de ler ela por inteiro. Mas eu sabia que era apenas uma coisa boba da internet. Desligando o computador. 
  Antes de eu ir dormir novamente, resolvi passar uma água no rosto. Quem sabe aquela sensação de eu estar estranha passasse.
  
 Susto!  O que havia acontecido comigo? Meus olhos estão negros? O que é isso? Isso é um sonho? Eu me olhando sabia que agora tudo aquilo que tinha acontecido comigo não era um pesadelo. Sabia que algo de estranho estava em mim mas não sabia que era real! Me acalmei sentada no chão do banheiro. 
  Voltei a me encarar então um dos olhos negros começou a virar de outra cor. Desesperadamente corri até o meu armário onde eu guardava as minhas coisas antigas que eu enjoava. Procurei e achei um rolo de Linha e uma agulha.Comecei a perfurar as pálpebras de meu olho esquerdo. Eu não sentia dor nenhuma e isso me assustava. 
  Após costurar tudo, com gotas de sangue pingando sobre a Pia do banheiro, ouço um som no corredor que dava direto ao Banheiro. E o reflexo do espelho apareceu a outra filha do meu pai. 
 Assustada ela correu para o quarto de meu pai. Deixando quase seu ursinho cair no chão.
                              
Rapidamente eu corri atras, sem perceber que o olho que eu havia costurado estava aberto novamente. Só que, sem gotas e sim agora uma cicatriz cinza e morta cobrindo metade de meu rosto. Como se o machucado se espalhasse pelo meu rosto. 
   Tudo ficou em silencio. Sem eu conseguir me controlar, Peguei uma faca e atravessei pela casa e cheguei até o quarto do meu pai. Lá estava a garota. Escondida abaixo da cama. Deixando uma parte do ursinho aparecer. Fingi que não vi. Ela estava vendo eu caminhar. Cheguei perto da esposa de meu pai. Observando ela dormir. Calma, serena. Levantei a faca e Acertei sua garganta. 
   Ela acordou assustada com a dor e começou a grunir. Peguei seu travesseiro e pressionei sobre seu rosto. Enchendo-se de sangue. Até que, tudo ficou em silencio novamente. 
   Me surpreendi quando a garota abaixo da cama se levantou e gritou:

  -PAPAI! PAPAI ! ACORDA!

 Meu pai acordou assustado. A garota estava vidrada em meus olhos. 

 Com tom alto ainda, ela disse olhando para mim:

 -Papai! Tem alguém ali!

 -Shhhhhh... Quietinhos... (risos baixos).. Durmam bem... (Sleep Well).




  (Grito).



No dia seguinte no jornal:
                               
 ''jovem de 14 anos na cidade de Nova York assassina sua família friamente e esquarteja, a jovem não foi encontrada no local, policiais indicam que a assassina tenha fugido para o sul da cidade, mantenham cuidado, mais informações daqui a pouco ''.




  É claro que eu não vou parar.  Não vou parar até achar o desgraçado que matou a minha mãe e os desgraçados que arruinaram a minha infância. Vou matar todos que forem precisos. Não terei pena, assim como não tiveram pena de mim. 


Creepypasta criada por mim: Amanda Silva - Portal do Medo. Direitos Autorais. Se for plagiar, deixe os créditos. 







                                     

  

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